CHEGA DE PALETÓ E GRAVATA – UMA CARTA PARA O PRESIDENTE LULA

Assim que postar esse material aqui no Boca, vou  enviar por email para o Escritório da Presidência da República em São Paulo a carta abaixo. 

Leia, tenho certeza de que você vai aprovar em gênero, número e grau, principalmente em graus centigrados.  Dê sua opinião, ela é bem-vinda.

São Paulo,  12 de março de 2010

Exmo. Senhor  Presidente da República
Luis Inácio Lula da Silva

Parabéns para o senhor e seu governo que contam, respectivamente, com a aprovação de 81,7% e 71,4%  dos brasileiros.

Um simples decreto-lei seu, de custo praticamente zero para os cofres públicos, poderá coroá-los  definitivamente, tornando-os inesquecíveis. 

Milhões de cidadãos beneficiados, logo pela manhã, todos os dias, de segunda a sexta-feira,  se lembrarão com carinho e gratidão desse seu utilíssimo  ato que tanto bem-estar irá lhes proporcionar.

Trata-se de coisa simples, muito simples, cuja percepção, aliás,  requer  muito da sensibilidade e identificação com o povo que só o senhor  possui. 

Lá vai:

Criar  decreto-lei  tornando  gravata e  paletó opcionais em todo o território brasileiro, qualquer hora do dia e da noite.

Esse benefício seria estendido também para uniformes profissionais, tanto de civis quanto de militares.

Se for o caso, o decreto poderá estabelecer que todos cidadãos terão  acesso a  qualquer lugar, em qualquer hora do dia e da noite,  trajando calças compridas, sapatos e camisas de mangas curtas, devidamente abotoadas até o último ou penúltimo botão antes (abaixo) do colarinho.

Quem quiser vestir paletó e gravata, evidentemente, terá sempre todo o direito de fazê-lo.

Só pelo caráter humanitário, o decreto-lei mais que  se justifica. 

De quebra, ainda há benefícios dos pontos de vista ecológico e econômico.  Aparelhos de ar condicionados poderão funcionar consumindo menos energia e diminuindo a emissão de CFC,  clorofluorcarboneto, tão nocivo ao meio ambiente.  Menos energia consumida, mais economia de recursos financeiros  e hídricos

Seria Interessante que o decreto-lei fosse assinado o mais rápido possível, a fim de ser desfrutado já  neste final de  verão, o penúltimo de seu mandato

Posso ainda fornecer aspectos curiosos para o senhor ilustrar seu discurso no dia da assinatura. A menção da origem da extemporânea gravata é muito oportuna.   Lá vai:

Segundo li, os homens medievais traziam enrolados nos pescoços grandes pedaços de pano que utilizavam para limpar as mãos durante os banquetes. Naquela época, ainda não havia talheres. Pedir para que imaginem o estado desses panos no pescoço não seria elegante.
Esse dado histórico é mais do que suficiente para demonstrar o absurdo da exigência, principalmente em países quentes como o Brasil.

Aliás, na reunião de que o senhor participou dos Líderes Latinos Americanos  em Cancun, México,  em 22 de fevereiro de 2010, o traje oficial era a Guaiabeira, camisa fresca usada por catadores de goiaba caribenhos.

Ficaria muito feliz  se meu nome constasse como idealizador do projeto-lei e também se fosse convidado para assistir à Assinatura do Decreto. 

Mando anexado  o material abaixo descrito.

1. recorte da Folha de S. Paulo  – 11/2/2010 Informando que Calor Intenso faz Oab-Rio pedir dispensa da Gravata,  

2. Notas da Colunista Mônica Bergamo Folha  On Line 6/2/2010 informando que o Ministro da Cultura  Juca Ferreira pede o fim da obrigatoriedade do Paletó e Gravata

Textos Meus no meu Blog no Portal IG http://bocanotrombone.ig.com.br/
sobre o assunto, um pouco repetitivos, já que algumas vezes me reporto a respeito do que já foi escrito, mas que abordam bem a coisa.

1. CHEGA DE PALETÓ E GRAVATA
http://bocanotrombone.ig.com.br/2010/02/09/chega-de-paleto-e-gravata/

2. IRÃ E BOLÍVIA DÃO DE DEZ A ZERO NO “MUNDO CIVILIZADO”
http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/11/25/ira-e-bolivia-dao-de-dez-a-zero-no-mundo-civilizado/
3. PENSANDO SOBRE A NÃO GRAVATA DE EVO MORALES
http://bocanotrombone.ig.com.br/2007/12/13/pensando-sobre-a-nao-gravata-de-evo-morales/

Os textos mostram de forma definitiva que  o decreto-lei será por todos muito bem-vindo.

 Atenciosamente

 Paulo Mayr Cerqueira – cidadão brasileiro que se empenha para ter        um mínimo de bom senso.

+++++++++++++++++++++

Leitor, está de acordo???  Manifeste-se, pois.

1 comentário

  1. O costume, nome para o conjunto calça e paletó já é opcional na maioria dos eventos e no trabalho. O que acontece é que há um interesse de quem usa esse trajo por comodidade e porque ele funciona similarmente a um uniforme. Assim, se o costume é usar costume em determinado trabalho, ninguém quer se sentir diferente e talvez menos importante dispensando o costume. Não deixa de ser muito estranho ver alguns office-boys usando gravata ao fazer entregas ou serviços externos.
    Como diz você, com o calor que faz no Brasil é quase que um martírio se usar o costume.
    De qualquer forma, não sei se há uma obrigatoriedade de se usar o costume (terno sem colete) no país.
    Vamos aguardar a resposta do Lula qual também aderiu ao costume. Vejo o presidente, em comícios pelo nordeste em trajes informais e suando muito. Mas na maioria das vezes o vejo de costume.

  2. Penso que similarmente à lingua portuguesa, qual há muitos dialetos e variações e o português erudito e correto deva ser usado nas ocasiões mais formais, o paletó e gravata não é para ser usado em ocasiões e eventos informais. Num show de rock, falar o português correto e trajar paletó e gravata é crime. Ao mesmo tempo, ir à solenidade na academia de letras trajando bermudas e falando gírias, definitivamente não combinam, emboram não proibidos.
    De certa forma vestimenta e língua combinam com o ambiente. Ou pelados na cama a língua tem outras utilidades.

  3. É provável que a assessoria do Lula te recomende encaminhar a sua sugestão de projeto de lei para algum deputado.
    Particularmente penso que políticos gostam de trajar paletó e gravata. Isso de certa forma os faz se sentirem diferenciados.

  4. Paulinho!!!!

    Tenho certeza que se depender de nós internautas,seu texto,supostamente encaminhado a Presidente da República,sugerindo que ele com sua ideia, possa normalizar junto a Camara dos Deputados o não uso do paletó e gravata.
    A justificativa a qual você se refere já está mais que comprovada: a necessidade urgente de se trajar uma roupa mais leve no ambiente social ou de trabalho,devido inúmeros incomodos citados neste seu artigo.
    Você, Mayr,esta representando todos nós brasileiros,que usando ou não (principalmente nos dias e estações tão elevadas) o paletó e gravata ou o chamado terno,se sentem sufocados no ambiente que se encontrem e muito gostariam que tudo que você escreveu na carta encaminhada ao Presidente ‘LULA” fosse aprovado.
    +++++++++++++++++++
    Caro Cícero:

    Graças a Deus, eu e você não precisamos usar terno, o que dá mais valor ainda à nossa posição frontalmente contrária a tão absurda exigência. Vamos ver se o Presidente ouve o meu pedido e atende. Acho que não haverá ninguém descontente caso passe a ser como nós sugerimos.

    Volte logo!!!

    Grande abraço

    Paulo Mayr

  5. Paulo, Creio que essa questão já é resolvida. As pessoas que queiram optar pelo não uso da gravata já o fazem. Não há nada que os obrigue, apenas quando se faz um convite para uma reunião ou festa se costuma colocar o tipo de vestuário para a data.
    Creio que mais do que uma lei é questão de foro intimo e de opção de cada um

    Parabens pelo sei blog. abs Candida.
    +++++
    Amiga Cândida:

    Recebeu ontem o endereço do blog e já me prestigiou. Mto obrigado!!!!
    Entretanto, não concordo com você. Tem que ser lei mesmo!!! Caso contrário, qualquer porteirinho, a mandado de qualquer chefete, barra todo aquele que estiver adequadamente vestido, embora sem gravata/paletó. Há inúmeros locais onde são obrigados terno e gravata: sala de juiz, para advogados; tribunais para quaisquer mortais – para rimar, e por aí vai ou vaiiis pra rimar mais ainda.

    Agora, você não acha justo o que eu proponho???

    Mais uma vez, obrgado!!!

    Beijo
    Paulo

  6. Prezado Paulo, você tem meu total apoio quanto ao NÃO uso desta famigerada peça de roupa. Em um país de clima quente como o nosso, (com excessão das regiões Sul e Sudeste) nada justifica o uso de tal indumentária. Nós que vivemos aqui no nordeste, sofremos horrores tendo que usar tal peça incoveniente, cara, ridícula e ultrapassada.
    +++++

    Prezado Souza Neto:

    Fico contente com seu apoio. Nem falo por mim, já que uso gravata muito rararmente.
    A exigência, ou leve insinuação, de que uso de paletó e gravata é necessário chega a ser uma afronta.

    Abraços
    Paulo Mayr

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