Esses Toscos Portugueses e suas Fabulosas Máquinas de Fazer Dinheiro – 3 –

Freqüentava cerca de meia dúzia de padarias espalhadas pela zona oeste.  Dependendo  do lugar onde estivesse,  parava em uma delas para um café de máquina.   De uns seis meses para cá,  a tosquice – para não dizer barbárie/estupidez  – foi ficando de tal maneira forte que fui obrigado a cortar várias delas.  Daqui a pouco, fico sem nenhuma.

A última tosquice, ou a mais recente, já que a criatividade desses  portugueses  para tosquice só não é maior do que a grana que ganham, por trabalho e também por extrapolarem de forma absurda nos preços.

Parei no estacionamento para tomar um café em uma das “minhas” habituais padarias.  Pedi para a moça que estava distribuindo as comandas na entrada se ela não poderia me forncer uma sacolinha (é dessas sacolinhas mesmo, as  utilíssimas e execradas por todos) que estava ao seu lado.  Ela concordou e  estendeu uma para mim.

Quando eu fui pegar, um dos sócios aparece e protesta veementemente, dizendo que aquelas sacolinhas custavam dinheiro e que eu não podia pegar.  Esclareci que não estava pegando, já que a funcionária havia concordado em me dar.  Ele me disse que não interessava e repetiu algumas vezes que aquilo custava dinheiro e que não era para ser distribuído.

Perguntei se ele não estava lembrando-se de mim, já que era freguês habitual.  Ele  disse que sabia perfeitamente que eu era freguês, mas que isso não interessava, pois, pela quarta vez, repetiu  que as sacolinhas tinham um custo.

Fui-me embora.  Não volto mais.  Ontem liguei para lá e mandei chamar o sócio meu conhecido, um encanto de pessoa, expliquei o que havia acontecido e já informei que não voltaria mais.  Ele pediu que eu não abandonasse o local e que passasse a frequentá-la apenas no período da tarde e deu a razão.  Disse textualmente.

–  O pessoal que fica aqui de manhã são uns cavalos.

Eu falei: 

–  Bem, é o senhor que está chamando os seus sócios  de cavalo, não fui eu quem disse.  Mas já que o senhor mesmo fez a comparação, eu completo: são cavalos,  com a inteligência de  burro,  para tratar um freguês habitual dessa maneira.

Aliás, cabe bem uma frase de domínio público:

– A natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Daqui a pouco só vai me restar comprar uma máquina de café expresso para o  escritório e outra para minha casa. 

Quem quiser ler as tosquices/tosqueiras  anteriores, é só clicar:

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/08/17/esses-toscos-portugueses-e-suas-fabulosas-maquinas-de-fazer-dinheiro/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2011/04/25/esses-toscos-portugueses-e-suas-fabulosas-maquinas-de-fazer-dinheiro-2/

1 comentário

  1. Grande colega de Clube:Paulo Mayr!!!

    Maravilhoso texto,que nos leva a pensar como são hoje em dia a comunicação dos funcionários dos estabelecimentos comerciais.”Vivendo e Aprendendo”.Quantas e Quantas vezes somos molestados em repartições públicas e comerciais e simplesmente por educação,apenas deixamos de frequentar o estabelecimento que nos atendeu.Quase todos nós brasileiros já passamos por situação igual ou parecida como a sua e pensamos que cultura é esta que tanto nos agride,ao confrontarmos com o próximo na hora de uma compra ou na hora de uma outra situação qualquer no cotidiano do nosso dia a dia.Não queremos ser tratados por cavalos,como burros…..

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