Concurso de Poemas Curtos

A cidade de Brusque, em Santa Catarina,  tem tradição na área de tecelagem,  mas também apoia a  poesia através de iniciativas interessantes.  O Centro Universitário de Brusque promove a Terceira Edição do Concurso Cultural Poesia Urbana. As inscrições encerram-se no próximo dia 16 e devem ser feitas pela Internet.

Curioso é o destino dado aos poemas selecionados.  Neste ano, eles serão impressos em cartões postais,  distribuídos pela cidade.  Rafael Zen, presidente da comissão do Concurso, faz um rápido histórico e já explica  o porquê da escolha dos cartões postais.

““Discutimos a possibilidade da intervenção poética não ser, desta vez, efêmera. Com a primeira edição, colocamos poesia nos ônibus por três meses e depois eles “acabaram”. Com os poemas impressos em sacos de pão a mesma coisa: as pessoas levavam para suas casas, liam e, na maioria das vezes, jogavam o material fora. Foi dessa base que surgiu a ideia dos cartões postais, como um presente da universidade para a comunidade”

Agora, os poemas poderão ser guardados.  Lembrando que são poemas curtos, de até 30 palavras.

Trezentos poetas de 22 estados do Brasil  participaram em 2012.

As inscrições, gratuitas, para este ano ainda  podem ser feitas até o próximo dia 16  através deste endereço 

Veja alguns dos vencedores abaixo, inspirem-se e participem:

Evil Pillow*
por KLEBER BORDINHÃO

vivo em guerra
com meu travesseiro
que além de baixo
é fofoqueiro

me conta
ao pé do ouvido
todas as noites
meu dia inteiro

*observação minha: apesar do título em inglês, muito bom.  Travesseiro Arteiro,  Travesseiro Falante, entre infinitas outras possibilidades, não seriam mais adequados???
———————————

Paix(p)ão
por JORGE LANDER KENWORTHY

Ignoras, em tua cidade,
Que chegado final de tarde
Um homem sonha baixinho
Pela moça que devagarzinho
Conquistou seu coração.

Alheio a essa paixão
segues comprando teu pão.

———————————-

Labirinto
por JACQUELINE LOPES SALGADO SOARES

Poesia transpassa por mim
Tece nas veias um labirinto.
Não temos princípio nem fim,
Finjo que sou ela
Ela finge o que eu sinto.

———————————–

antropofagia
por LUDMILA RODRIGUES

me olha e já me come
tira lasca
lambe os beiços
te olho e já floresço
pingo orvalho
chupo os beiços

 

 

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