Geral

Do Netinho à Avó, Todos vão Gostar

Quando uma diversão era boa antigamente,  dizia-se “para crianças de nove a noventa  anos de idade”.  No caso, é melhor ainda, pois,   a partir dos seis anos já pode ir e  aproveitar muito.

É Perfeita para Definir a Atividade a Oficina Objetos Infláveis do Museu da Casa Brasileira, a partir das 14,30 desse sábado, 30 de setembro.

Uma bobina de cerca de um metro de largura de plástico (branco)  é estendida por cerca de 25 metros no agradável Jardim do Museu. Acontece  que esse plástico, na verdade,  está dobrado em  quatro ou cinco partes. Estendido, aberto,  ele passa a ter três ou quatro metros de Largura.  Ao lado, abre-se outra bobina semelhante.  Essas duas partes são grampeadas pelos participantes.  Sobre esse plástico, estendem-se mais dois iguais que também  são grampeados.  Em seguida, as laterais são recortadas para dar certa graça  e os quatro lados são  grampeadas pela última vez .  Em uma das extremidades, é feito um buraco, através do qual um compressor enche de ar.

Resultado: tem-se um imenso tubo/túnel de uns quinze, vinte, metros por uns dois metros de altura e uma boa largura.

Os participantes são divididos em grupos que entram no tubo.

Nunca estive lá, mas suponho que a  sensação seja a mesma  de estar dentro de uma baleia  branca silenciosa.

É muito lindo.  É imperdível.  Ainda há vagas.

 

Não dá para perder

Não dá para perder

 

Mais informações:

30 de agosto, sábado às 14h30 – Gratuito

Vagas limitadas (indicação etária: a partir de 6 anosCrianças de até 12 anos devem ser acompanhadas pelos pais ou responsável)

Inscrições: (11) 3032 2499 – agendamento@mcb.org.br

Site do Museu da Casa Brasileira – Clique – Há outras programações, além de bar e restaurante.

Local: Museu da Casa Brasileira

Av. Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano

Tel.: (11) 3032-3727

 

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Vocabulário Pobre Até Para Xingar

Sujeito divertido,  marido da minha prima foi taxativo na terceira insistência do meu tio João para saber se ele estava gostando da cidade fundada pelo meu parente:

– É um dos 50.000 melhores lugares do Mundo!!!

Foi o que ele respondeu.

Às vezes, por questão de política de “boa vizinhança” familiar, tenho que ir à determinado lugar.

Esse lugar não está entre os 50.000 melhores  do mundo,  talvez esteja entre os 50 trilhões de melhores lugares.  Talvez…

Para se ter vaga ideia, uma das personagens, que está sempre nesses encontros,  é tão pobre, mas tão pobre, de espírito e também de vocabulário, que, até mesmo para xingar, o elemento dispõe de um único adjetivo.

Teria imenso prazer em fazer descrição de tudo isso com mais detalhes.  Entretanto, preocupa-me que alguma das personagens possa se identificar, e não estou em condições de assumir mais um abacaxi para descascar.

Se quiser ler mais sobre a personagem (a personagem, não quer dizer que seja mulher), clique – há dois episódios: o primeiro de dar dó;  o segundo, “de” dar risada.

Neto Menor de Abdelmassih Mostra Senso de Justiça.

Neto menor de Idade do Médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por estuprar 37  mulheres, disse na Rede Social Ask Me querer que o avô apodreça na Cadeia, que ele só pensa em si e o taxou de “bosta”.  As afirmações foram feitas nessa quarta-feira, dia 20, mas o nome do jovem não pode ser divulgado.

Interessante essa consciência do rapaz.  Afinal, todos os ordinários têm parentes e cabe a esses parentes a isenção.

Parentes de ordinários sabem do que estou falando.   Além de reconhecer, precisamos  alertar as pessoas de bem.

Parabéns ao Jovem Neto de Abdelmassih!!!

Comerciante Ético

Ontem comprei um mouse “genérico”  em lojinha de Galeria da Santa Efigênia.  No rótulo, estava escrito que tinha dois metros de cabo (eu preciso porque minha CPU está longe do teclado/monitor.)  Perguntei para o comerciante se tinha mesmo dois metros.  Ele confirmou.

Pois bem, em casa constato que  tinha cerca de 1,30 mts e  não alcançava a CPU.

O dinheiro não está sobrando, o metrô tá perto dos dois pontos, a duas estações de casa.  Não tive dúvida, fui para a loja.

Na hora, sem a menor discussão, o comerciante  trocou e ainda disse:

– Vou trocar por esse da Microsoft, para compensar você do  trabalho que eu lhe dei.

E garantiu que ia ter conversa muito séria com quem lhe fornecera  o produto com rótulo mentiroso.

Pois é, um comerciante de lojinha da Santa Efigênia tendo infinitamente mais ética do que gente próxima a você.  O mundo é assim mesmo!!!

Parabéns para ele!!!

Em tempo1  – Não gosto de mouse sem fio, só o trabalho  extra  de trocar  pilha/bateria!!!

Em tempo2-  Eventualmente, seu  computador pode estar  meio esquisito por uma única razão:  o mouse está “vencido”.  Trocou o mouse, e o computador vira um foguete!!!  (que gíria antiga, né???)

Chega de Britadeira!!!

Até há algum tempo,  a tubulação subterrânea destinava-se apenas ao esgoto e à água.  Hoje é uma infinidade de tubos que levam por baixo da terra fios de de telefone, energia e cabos de televisão,  internet, sem contar  o gás  em muitos bairros.

Assim, a probabilidade de aparecerem defeitos a serem reparadas é imensa.  Na esquina do meu prédio, praticamente toda semana, britadeiras rasgam o asfalto para consertar algo.

E tome barulho ensurdecedor  infernizando com muita frequência a vida do munícipe.  Ressalte-se: em geral,  esses serviços são feitos madrugada a dentro.

Falando/escrevendo sério, se as ruas fossem cobertas de cascalho ou algo que não precisasse de britadeira semana sim, semana não, certamente a vida do cidadão seria infinitamente menos estressante.  Para mim,  usando uma expressão que já esteve na moda (ou ainda está, mas faz tempo que não ouço),  o custo benefício seria imenso.

Comentei isso com amigo meu de padaria e ele disse que estou louco.  Acho que não. Se eu estiver, de fato, louco,  os culpados são as britadeiras, sem contar que muitas vezes uma espécie de retroescavadeira precisa completar que  as sutis britadeiras apenas começaram.

Qualquer material, que dispense britadeira,  é mais do que bem-vindo.  Pelo menos por mim, meus esbugalhados tímpanos e nervos.

Talvez ninguém tenha parado e pensado nisso.

Robin Williams e o Professor Mendonça

Sr. Keatin, professor de Inglês  em rígida escola, personagem de Robin Williams, que morreu anteontem,  no filme Sociedade dos Poetas Mortos, lembrava-me muito o professor Mendonça, de português, do Primeiro Colegial no Santa Cruz, em São Paulo.

Primeiro sobre Keatin, de Williams; depois,  professor Mendonça.

“O personagem de Robin Williams, o Sr. Keatin, é um professor novo na Welton Academy, uma escola rígida que ensina os alunos a serem grandes médicos, advogados e engenheiros no futuro. A escola cria um padrão que deve ser seguido pelos estudantes, enquanto o Sr. Keating promove a individualidade dos mesmos. Nunca deixe seus alunos se esquecerem de que eles são donos do seu próprio destino e devem fazer suas próprias escolhas independente do que a sociedade espera deles”.

Na minha época de colegial, algumas escolas  transformaram os três anos em cursinho, com o objetivo (nem tinha percebido o trocadilho) único de aprovar montes e montes de alunos nos vestibulares mais disputados.  O Santa Cruz, por outro lado, queria que saíssemos bem formados para a vida.

Sabendo da preocupação que os jovens nessa faixa etária tinham com o Vestibular, lembro-me bem das primeiras palavras do Professor Mendonça.  Embora não tenham sido exatamente essas, ficam “entre aspas”

– “Vocês querem passar no Vestibular.  No Vestibular, tem Literatura e Gramática.  Garanto para vocês que no último semestre do colegial eu ensino toda a matéria de gramática.  Literatura só tem um jeito de aprender:  lendo.  Todas as semanas vocês lerão um livro e na 2. Feira farão uma prova sobre esse livro. Gastamos mais uma aula para comentar a prova.  Todas as outras aulas ( seis por semana) vamos bater papo”!!!

E assim foi.   Grandes obras da Literatura Brasileira lidas   e esmiuçadas nas provas.  E bota esmiuçada nisso.  Para se ter uma ideia, lembro-me bem de uma pergunta:

O que significa o triângulo dentro de um círculo   marcado por   ferro em brasa ardente nas nádegas de Vitorino Papa Rabo, personagem de Fogo Morto de José Lins do Rego?

Lá vai a resposta que seria certa, mas que  que ninguém acertou, e, de fato, é exatamente isso.  O Vitorino brigão do começo do livro é a linha descendente do triângulo; o Vitorino doente, tranquilo, seria a base do Triângulo; e a hora em que ele desafia o cangaceiro, salvo lapso de memória, para defender a virgindade de uma menina, seria a linha ascendente.  O circulo é a personalidade marcante de Vitorino, presente o tempo inteiro.

Resultado 1º –  Um ano de leituras maravilhosas, provas com questões profundas, comentários/correção de provas idem e quatro aulas por semana de bates papos interessantíssimos.

Resultado 2º – No Vestibular, varias perguntas sobre  os livros lidos no Santa Cruz e, magistralmente, discutidos com o Mestre Mendonça.  Acertei todas.

Espero que o Professor Mendonça esteja bem e que a alma de Robin Williams descanse em paz.

Pai

Eu via meu pai todos os dias.  Há trinta anos, moro sozinho, mas eu usava uma sala do escritório que ele tinha em Pinheiros.  Aos sábados e domingos, sempre passava pela casa dele para tomarmos um café pela vizinhança e levar uns pãezinhos portugueses (também conhecidos como pão caseiro)  da Nova Charmosa das Perdizes, como eu digo, a melhor padaria do mundo.

Esse período, então, era dedicado a ele.  Começo de agosto, dia dos Pais; cinco de setembro, seu aniversário.

Eu alternava os presentes de dias dos pais,  aniversári0 e Natal: um ou dois livros grossos ou uma Cesta de Frutas.    Pesquisava nas livrarias obras  recém-lançadas que certamente o  agradariam  e eu nunca errava.  Em menos de dez dias, terminava um deles; outro tanto de tempo para o segundo.

As cestas de frutas eram montadas no mesmo dia.   Eu estacionava o carro no estacionamento, a cerca de 200 metros do escritório e, feliz, ia pelas calçadas com o presente.  Nesse curto trajeto, sempre, sempre, pelo menos duas pessoas desconhecidas comentavam que estava uma maravilha,  mais de uma pessoa  chegou a dizer que estava  inveja de quem fosse ganhar o mimo.   Mas ele pediu que eu não levasse mais cestas, ainda que menores, porque não dava conta de comer aquela quantidade de  frutas.

Certamente agora,  ele está lá  no céu, se deliciando com frutas fresquinhas, sempre  em porções homeopáticas, batendo papo com os escritores e também com os compositores de música erudita.  Isso sem contar que deve estar visitando ou se encontrando com todas as pessoas queridas.

E eu aqui com saudades, sobretudo hoje.  Próximo dia cinco, essas saudades devem vir com mais força.

Se quiser conhecê-lo um pouco, veja o que escrevi aqui no TROMBONE, logo após sua morte.  Há algumas  frases dele e dois episódios  hiláriaos.  Sem contar um poema lindo que a querida Roberta Estrela D´Alva recitou no Zap por aqueles dias e dedicou ao meu pai.  Clique aqui