Política/Políticos

Viúvas e Orfãs do Aécio!!! É engraçado e Verdadeiro.

Acho que tô decaindo.

Essa semana, aqui no Trombone, uns posts, escrito por mim pro Trombone, mas com jeitão de Facebook.

Agora, colo link de um vídeo/animação que retrata com perfeição as  viúvas (os)  ou orfãs (os) do Aécio, ou da derrota do Aécio, que, aliás, recebi pelo Facebook.   Quer ver e se divertir,

 

Critério para Assistir ou não ao Roda Viva

Mesmo nos Tempos do Matinas Susuki, meu colega  no Colégio Equipe e meu contemporâneo  na Eca – Escola de Comunicações e Artes, da USP, depois Mário Sérgio Conti, meu colega de classe na Faculdade desde o primeiro dia de curso, tenho critério muito prático para assistir ou não ao Roda Viva.

Se é alguém do mundo do Esporte, Cultura  e diversos outros setores da Sociedade, assisto.  Se é político, burocratas em geral,  faço outra coisa ou tasco em outro canal.  Hoje tem Jabor.  Hoje tem Roda Viva em Casa.

Foram os próprios Políticos que se encarregaram de criar essa adversidade da população contra si próprios.  Quiser ler sobre política/políticos aqui no Trombone, clique

Todo Mundo é Contra. Eu Sou a Favor

Poeta Daniel Minchoni me define assim:

– Paulinho das Frases, cru, polêmico e indigesto.

Gostei e ainda  acrescentei predicado:  sucinto, cru, polêmico e indigesto.

Assim, lá vou eu, talvez sem síntese, tampouco indigestão,  mas com  polêmica e crueza.

Para contrariar, acho que todo mundo,  sou a favor:

  1. Do Voto Obrigatório
  2. Do Horário Político Gratuito nas TVs e Rádios.
  3. Da Proibição de Showmícios
  4. Da Proibição de cartazes fixados em muros e postes e demais equipamentos urbanos (pontos de ônibus, orelhões)

 

Voto obrigatório:

Ora, se o voto não for obrigatório, a grande maioria não comparece às urnas.  Votam aqueles que têm interesses específicos, muitas vezes, interesses escusos.  Menos gente votando, menos representativos serão os eleitos e mais fácil fica pessoas do mal colocarem lá seus representantes;  logicamente, políticos do mal ao quadrado ou ao cubo.

A longo prazo, claro, o ideal é que o voto seja facultativo.  Vota quem quer, nas eleições que quiser.

 

Horário Político:

É a oportunidade que o eleitor tem de travar um primeiro contato com os políticos e começar a fazer sua seleção.  E ainda, muito certa a proibição de grandes efeitos especiais nas  Propagandas e no Horário Político.   Sem contar que os canais abertos são concessões do governo.  Assim, mais do que justo que eles prestem esse serviço de Utilidade Pública.  Concordando ou não com o teor das propaganda, efetivamente se trata de Serviço de Utilidade Pública.

Proibição de Showmícios:

Coincidentemente, participei, como jornalista,  da Campanha do Governador Montoro, quando começaram   comícios intercalados com show, na época coisa inocente.  Nunca menosprezando a capacidade de quem quer que seja, menos ainda do eleitor humilde, tenho a impressão de que o político que lhe oferecer show do/de artista(s) querido(s) contará com o voto dos mais ingênuos.  Isso não é certo.  Logo, é mais do que certa a proibição de Showmícios.

 

Cartazes em Cavaletes:

Toda propaganda que possa ser removida sem grandes custos deve ser permitida. Tentado sempre não ocupar  as calçadas inteiras.  Já colar cartazes, pichar muros estão  proibidos e ninguém desobedece.  Certamente a multa é muito salgada e tem mesmo que ser salgada.  Que continuem  Proibidas Pichações e colar cartazes até o final dos tempos.

É isso que penso sobre eleições.

Já sobre o Congresso… Mais pra frente posto aqui, pela décima vez,  meu texto Recreio Sem Fim –  sobre o “mau comportamento” de  Deputados e Senadores…  Reitero, falo  apenas sobre  mau comportamento, como se diz para crianças…

Candidatos, Lembrem-se do Sapo Barbudo que o Brizola Engoliu

Parece que os principais candidatos a Presidente já estão se pegando.  Não entendo coisa alguma de política, mas lembro-me bem que Brizola chamou o Lula de Sapo Barbudo  em  eleição que ambos disputaram para  Presidente.  Pois bem, segundo turno, Brizola não pagou “placê” * e acabou apoiando  Lula.

Assim, é mais prudente que os candidatos de agora  se contenham, embora a plateia (agora sem acento,inferno) queira ver o circo pegar fogo.

Sobre  Lula x Brizola, frase minha a partir de outra de domínio público:

“Política é a arte de engolir sapos”, com cara de quem está saboreando lagosta.

Talvez na cabeça/paladar  de Brizola, Lula tenha feito a barba, escanhoado bem o rosto,  tornando-se  quitute gostoso tal qual Lagosta.

Lição complicada essa com sapos, barbas, lagosta, mas,  convém que os candidatos aprendendam  direitinho, porque chamada oral, digo, segundo turno tá logo ali…

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* pagar placê – termo de corrida de cavalos – é  chegar  entre os dois primeiros e paga uma graninha ao apostador.

Debate, Tapas e Beijos e Zapeadas pelo Debate.

Logo mais, 22,05hs,  Debate dos Candidatos a Presidente, na TV Bandeirantes; 22:37 hs, Tapas e Beijos, na Globo.

Lá vai óbvio –

Até a hora de Tapas e Beijos, assisto ao Debate, “passando a limpo” anotações que fiz para um texto aqui no Boca; em seguida, mudo para Globo, intervalo do seriado, dou sapeada/zapeada no/pelo Debate.  Depois que Fernanda Torres, Andréa Beltrão e Cia “partirem”.  Aí, vejo o Debate.

Avisei que era óbvio. E ainda, êta textinho com jeitão de Facebook!!!  De qualquer maneira, aqui é mais cômodo para ler e também para escrever!!!

“A Favor dos Seres Vivos”!!! Precisa Avisar para Eles Também!!!

Agora, no Horário Político, candidato Penna, do PV,  diz que é a favor de todos os seres vivos.

Eu também.

Mas precisa que os cachorros e, principalmente, seus donos sejam iguais ao Penna e, entre todos os seres vivos, respeitem os cidadãos, poupando-os de latidos/ganidos intermitentes e   de lhes cheirar as canelas pelas calçadas.  Também seria legal que não cagassem e mijassem na rua.  Não sou de usar esses termos.   Mas a rusticidade do fato pede isso.

Para Comemorar o Horário Político, Dois Microcontos

Como digo sempre, não tenho saudades da Ditadura, mas a política…

Para marcar o inicio do Horário Político, lá vão  microcontos de menos até 140 dígitos, de André Luis Gabriel, de Caieiras,  vencedor de concurso de Microcontos do Salão de Humor da  Piracicaba, e do amigo Fernando Vasqs.  O do Vasqs é especificamente a respeito do   Horário Político (ambos já postados aqui algumas vezes).

Título: “ In Memoriam”

“O político morreu, virou estátua. Agora são os pombos a prestar-lhe justas homenagens”.

Meu amigo Vasqs, o bam-bam-bam dos micro textos, participou com esse continho, absolutamente imagético.

Título: “Latidos”

“A Velhinha vê novela, o cachorro late no quintal. Intervalo, propaganda política. A velhinha grita:
– Cala a boca, cachorro!”

Bons Horários Políticos para Todos!!!

Carta Com Sugestões Para o Prefeito Haddad Enviada Algumas Vezes; Sistematicamente Ignorada

Apenas 17% dos paulistanos  aprovam o Prefeito Haddad, 36%  consideram ruim ou péssimo e 77% consideram que ele fez menos do que o esperado, um ano e meio depois da posse.

Assim que ficou decidido que o Segundo turno da última eleição para prefeito seria entre Fernando Haddad e José Serra, mandei longa carta para assessoria de ambas contendo sugestões de baixo custo para atenuar um pouco os problemas que enfrentamos no dia a dia.  Ambas assessorias acusaram o recebimento do material e nenhuma respondeu.   Houve outros momentos em que seria oportuno saber a manifestação do prefeito sobre temas abordados na carta e mandei mais algumas vezes, sem ter obtido qualquer resposta.

Garanto que se o prefeito tivesse lido a carta, estudado os temas abordados com os setores competentes, tivesse colocado  em prática a maioria das sugestões, a situação dele junto ao eleitorado não estaria tão ruim e, o que é muito mais importante, a qualidade de vida na cidade poderia estar  melhor e mais humana.  Lá vai a carta,algumas vezes ignoradas pelo prefeito e sua assessoria. Mando a primeira versão, a que foi enviada tão logo após o resultado do primeiro turno tanto para o candidato Serra, quanto para o candidato Haddad.

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A CARTA

São Paulo, Vésperas do 2. Turno

Prezados Candidatos Fernando Haddad e José Serra:

Cordiais saudações.

Antes de começar, recebam  meus cumprimentos  pela vitória  no Primeiro Turno

Quando o dinheiro é curto – e isso é crônico no nosso carente país -, os bons administradores devem ser capazes de lançar mão de medidas inteligentes e simpáticas. Um bom exemplo foi dado pelo prefeito Mário Covas, muitos anos atrás,  ao abolir a cobrança do bilhete de ônibus para idosos. O custo da medida para a prefeitura foi/é quase igual a zero, beneficiou/beneficia muito justamente milhares e milhares de paulistanos todos os dias e é imensamente simpática.

Além do Cidade Limpa, iniciativa da primeira gestão Kassab, que transformou a nossa cidade, há uma série de outras medidas que podem melhorar muito a qualidade de vida dos paulistanos, repetindo: melhorar muito.

Lá vão elas. Não se assustem. Não custam caro!!!

A poluição visual foi impiedosamente derrotada. Entretanto, muito mais nefasta do que a poluição visual é a poluição sonora, todo tipo de poluição sonora. O barulho do trânsito pesado de uma avenida, logicamente, incomoda. Mas o que incomoda mesmo é o barulho excessivo e irregular. E a irregularidade é cometida até mesmo pelas viaturas oficiais da polícia, corpo de bombeiros, carros de autoridades com sirenes  ensurdecedoras. Em relação a barulhos causados por veículos, ninguém deve escapar do controle/punição: o caminhão do gás, o vendedor de pamonha, o boyzinho de escapamento aberto, o carro de som que sai pelas ruas anunciando produtos do comércio local. Vale a pena lembrar que bares, boates e até mesmo shows oficiais promovidos nos Parques Públicos podem divertir/ entreter os freqüentadores, mas não podem tirar o sossego da vizinhança.

Após muitos anos fora do Brasil,  morando na Europa e, salvo engano, até no Oriente, famoso articulista da nossa imprensa disse que se preparou com empenho para que na sua volta à Pátria não sofresse em demasia como o choque cultural a que seria submetido. Já devidamente instalado, confessou que o suposto choque cultural não ocorrera. Entretanto que não estava suportando era  o “choque dos decibéis” (expressão dele). Mesmo a construção civil, segundo ele, nos países por onde passou, utiliza técnicas de modo a poupar os cidadãos do barulho excessivo. Estacas, naturalmente, têm que ser colocadas no local da obra. O barulho é grande, mas dura pouco.  Já as serras-elétricas, usadas durante toda a construção, deveriam ser proibidas em bairros residenciais e comerciais. As peças já chegariam no tamanho certo nas obras. Imagino que o articulista se referia a isso, entre outras normas/medidas tomadas no exterior.

Como dá para ver, tecnologia mais legislação bem feita mais,  e ( principalmente), fiscalização eficiente dão conta de resolver esse imenso e devastador transtorno a que o Paulistano é submetido. Idéias para Fiscalização Eficiente, de uma maneira geral, serão dadas mais adiante.

O que os senhores vão  fazer para combater a poluição sonora, tão prejudicial à saúde de todos os paulistanos?

Outra providência urgentíssima é reconquistar o Espaço Público para o Público/ para o cidadão. Mostrar que quem faz lei é o Poder Público. É isso mesmo.!!! Aí o desrespeito é tanto que a coisa precisa ser tratada em sub itens.

Comerciantes fazem vitrines que avançam sobre as calçadas, além de muitas vezes exporem seus produtos fora dos limites de suas lojas. Esses mesmos comerciantes, certamente a pretexto de impedir que ambulantes se instalem diante de suas lojas, constroem floreiras de concreto sobre as calçadas. Constroem, edificam. O atrevimento é tanto, a certeza da impunidade é tal,  que eles deixam estateladas em concreto provas de suas irregularidades/arbitrariedades.

O que vai ser feito na sua administração???

Prédios, residências e   comércio têm todo o direito de colocar seu lixo nessas cestas de ferro.   Agora, ninguém tem o direito de construir essas cestas de ferro no meio da calçada ou junto ao meio fio, impedindo que passageiros e motoristas desçam dos carros estacionados.  Quem quiser construir essas cestas que as construa do lado de dentro de suas propriedades e combine sistemas de abertura com o lixeiro na hora de recolher o lixo.  Outra alternativa seriam cestas de ferro sobre rodinhas, com alguma corrente que as prendessem  junto à grade do imóvel.  Essas cestas  seriam colocadas uma hora antes de o  lixeiro passar e recolhidas uma hora após a retirada do lixo.  Do jeito que está, atrapalhando 24 horas por dia o trânsito de pedestres,  o embarque e desembarque de passageiros dos automóveis, é que não pode ficar.

Além de determinar a retirada desses cestos de lixo de ferro da área pública, precisa exigir que a calçada seja entregue exatamente como era antes de tal atrevimento.

Isso vai ser feito na sua administração???

E esses blocos de concreto gigantescos que ocupam grande parte de algumas calçadas, sobretudo diante de  Instituições Israelitas/ Judaicas.  Em frente ao Consulado Americano,  há algo semelhante.  No Jardim América, existe ou existia  também uma casa cuja calçada é/era  tomada por blocos parecidos.  Precisa explicar para Israelitas, americanos e o proprietário dessa tal casa  que a cidade tem legislação e que o país tem leis.  E quem quiser viver em S. Paulo, obrigatoriamente, tem que se submeter à legislação municipal e do País.  Como se diz:   Simples Assim.

Serão removidos esse blocos de concreto???  Quem vai arcar com o custo dessa remoção e recuperação das calçadas???

Coisas mais sutis, entretando, igualmente agressivas e abusivas.

Aquelas tabuletinhas  com luzes piscando colocadas na saída das garagens onde se lê – CUIDADO VEÍCULOS – são de UM ATREVIMENTO QUE NÃO TÊM TAMANHO.

Candidato – deixa eu entender –  um carro vai sair de uma garagem e para alcançar a rua, necessariamente, tem que passar pela calçada.   A calçada é para os pedestres se locomoverem.  O carro, vindo do nada,  tem que passar por uma área de pedestres – e quem tem que tomar cuidado é o pedestre???  É isso mesmo, candidato???  Talvez o senhor, como eu, considere isso  uma piada que já dura muito e determine  que dentro da garagem se coloque  um aviso   lembrando o motorista  de que ele vai passar pela calçada e precisa fazê-lo com todo o cuidado e responsabilidade, uma vez que o pedestre é que está concedendo a ele uma licença para trafegar ali.  Como o senhor sabe, essa   plaquinha/aviso  não surtirá efeito algum.  A solução é apelar para o bolso.   Precisa determinar que meio metro antes do início da calçada, dentro das garagens, sejam construídos quebra-molas que obriguem  o motorista a colocar a frente do carro na garagem a velocidade próxima de zero quilômetros por hora.

Isso ou algo semelhante vai ser feito???

Essas atrevidas plaquinhas – CUIDADO VEÍCULOS – serão exterminadas???

Nesse setor, ainda há outra afronta, o senhor há de concordar,  que chega a ser uma gracinha.  Alguns condomínios têm a petulância de colocar uma imitação de semáforo junto à calçada (em frente ao meu prédio, há um)  Em geral fica na luz verde.  Quando um carro começa a sair da garagem, acende uma luz vermelha.  Ou seja, pedestres e veículos que estão trafegando pela calçada e pela rua precisam estancar imediatamente.   Corrigindo, esse atrevimento não tem nada de gracinha, é Petulância Pura, da mais genuína e inacreditável.

Como é que ficam os  “semáforos desses xerifes” ???  Vão continuar???

Dez entre dez médicos recomendam uma caminhada pelo quarteirão após o jantar.   Não bastassem todos os absurdos acima, mais uma violência ao cidadão impede essa prática saudável.  O pedestre antes de ter caminhado um   quarteirão vai ser acometido por dor de cabeça insuportável.  Sobre o muro de cada casa ou condomínio,  há um jato de luz  fortíssimo  dirigido bem na altura  dos olhos de quem caminha sobre a calçada nos dois sentidos.  Essa luz fica apagada.  Quando o pedestre se aproxima, um censor dispara esse colírio…

Isso vai continuar sendo permitido???

Quem quiser iluminar a frente de sua propriedade pode fazê-lo com lâmpadas de potência/intensidade determinadas  por órgão competente, cujo foco/área de iluminação  esteja absolutamente parelelo ao piso da calçada – permanentemente aceso.  E, se possível, jamais utilizar as famigeradas lâmpadas do apagão.  Vetar a  lâmpada do apagão é Idiossincrasia minha???  Pode ser.  Mas um pouco de generosidade e elegância não fazem mal a ninguém.

Esses jatos de luz terão fim???

Os senhores têm motoristas 24 horas por dia, não têm esse problema.   Mas o munícipe (motorista ou pedestre) não encontra a numeração de prédios, comércios e casas. É impossível, cada número está em um lugar.  Precisa ser padronizado.  Número  no limite à esquerda (ou à direita da propriedade), a um metro e meio de distância do chão.   Das 18 hs, às 6 horas precisa estar iluminado.

É impressionante a criatividade de cada morador de esconder o número de sua casa, isto quando se dignam colocar o número. Nessa neurose obsessiva de medo que domina quase todos, muitos acham seguro simplesmente não exibir o número da casa. E o cidadão de dentro do carro vai guiando, procurando o número, ao invés de olhar para frente. Chega a ser ridículo!!!

O que vai ser feito a esse respeito??? Afinal, trata-se da segurança.

Como é que o motorista pode guiar e caçar número ao mesmo tempo????

Talvez o  porquê de termos chegado a esse estado de agressão e violência deve-se sobretudo a um dos dois fatores abaixo.

As autoridades e respectivos assessores  que cuidam do assunto estão pouco se lixando para que o pedestre seja respeitado.  Seria um caso de desprezo, puro e simples.

As autoridades estão assaz preocupadas  e são de sensibilidade tocante no que diz respeito ao bem estar da população. Entretanto não percebem coisa alguma por razões bem simples: Jamais andam a pé.

Andam de carro, quando não de helicópteros,  com aqueles vidros nigérrimos, muitas vezes com sirenes ligadas e batedores.

O que acontece de fato para que o cidadão, sobretudo o pedestre, seja tão desrespeitado??

Como será na sua administração???

Dizem que um bom gerente é o gerente que sai de sua cadeira.

Excelências, suponho falar em nome de milhões, com a sensibilidade que os senhores têm para exercer a vida pública, não podem e não devem ficar restrito aos seus gabinetes, confiando em relatos de subordinados.  Precisam, isso sim, ir à rua anônima e discretamente  para verem com seus próprios olhos o que de errado existe por aí.

Os ambulantes, todo mundo sabe, estão irregularmente sobre as calçadas lutando para sobreviver. É compreensível e até louvável uma certa tolerância com eles. Agora, o direito de o cidadão, seja ele rico ou pobre, se locomover pelas calçadas é inalienável. Assim sendo, o ideal era haver empenho efetivo da prefeitura, associações de comércio e lideranças locais de arranjar áreas vagas para instalar ambulantes. Talvez conseguir terrenos vagos, isentar os proprietários de IPTU e instalar os camlôs nessas áreas.  Eventualmente, instalar até em prédios ou casas fechadas, propiciando algum benefício para os proprietários.

Será feito algo para que o pedestre, seja ele rico ou pobre, possa caminhar livremente pelas calçadas???

Ainda a respeito de comerciantes/comércio regularmente estabelecidos. É inconcebível que em ruas de comércio de trânsito intenso como a Teodoro Sampaio – em Pinheiros – (certamente isso acontece em diversas ruas comerciais da cidade) seja permitido o estacionamento,  com ou sem zona Azul. Se isso favorece o comércio local, prejudica imensamente toda a população. Não dá para entender uma rua de trânsito intenso onde há uma pista exclusiva para ônibus, apenas  uma para automóveis e outra para estacionamento. Por mais que se esforce, uma pessoa de inteligência razoável, e bom senso idem, não vai conseguir entender. Isso sem contar que nas transversais dessas ruas – onde em geral o estacionamento é permitido com cartão de zona azul – sobram vagas o dia inteiro.

O estacionamento continuará sendo permitido nessas ruas de grande fluxo de carros???

Já que o assunto é zona Azul, lá vai sugestão de medida quase tão simpática quanto a do prefeito Mário Covas isentando velhinhos de pagar condução. Trata-se de providência extremamente justa que irá, inclusive, propiciar um clima de cordialidade entre os paulistanos. Determinar que não haja mais necessidade de se colocar a placa do veículo no Cartão da Zona azul. Assim sendo, se eu estacionei por quinze minutos na Zona Azul e não vou mais estacionar o carro na próxima hora, eu posso ser cordial e oferecer o meu cartão para o proprietário do carro que está estacionando e que, muito provavelmente, também não usará mais do que quinze ou vinte minutos do tempo a que o mesmo cartão ainda dá direito.

Prezados candidatos, idéia tão simpática quanto a medida do prefeito Mário Covas de isentar velhinhos de pagar ônibus eu não consigo lhes oferecer. Entretanto, essa do cartão de zona Azul “reaproveitável” não é de se jogar fora, hein!!! Por falar em jogar fora, ainda há o aspecto ecológico da coisa: economia de papel, celulose, produtos químicos de impressão, diminuição de lixo. Vou lhes confessar uma coisa, caros candidatos. Essa idéia não é minha. Logo que surgiu a Zona Azul, o usuário não precisava colocar a placa do carro e os cartões eram reaproveitados. Nessa época, era comum se presenciar cenas de camaradagem entre os motoristas que estavam saindo e os que estavam chegando na Zona Azul.

Os munícipes motoristas vão poder dar o talão, parcialmente usado, para outro motorista que esteja chegando na sua eventual administração???

Sobre calçadas para pedestres, o senhor vai   acabar com esses balcões de Valets Parking (ridículo ter que escrever em Inglês)????.
O restaurante pode oferecer esse serviço, mas não pode ocupar a calçada e, menos ainda, determinar a proibição de se estacionar em frente ao seu estabelecimento. Reiterando, cabe à prefeitura fazer leis e escolher onde se pode e onde não se pode estacionar.

Essa próxima idéia/sugestão de medida visa até mesmo a segurança.

Por falar em neurose obsessiva de medo, que saudades dos tempos em que se encontrava um amigo no trânsito, acenava para ele e falava um pouco mais algo qualquer coisa. Com o insufilme (nem sei como se escreve e meu dicionário não traz a palavra), acabou tudo isso!!! Meu carro não tem insufilme. Espero que quando for comprar carro novo essa praga de insufilme não venha compulsoriamente grudada no vidro.

Aliás, a lei permite esses vidros fúnebres nos carros????

Ou, como diria minha professora de francês, existe uma lei, mas não pegou???

Não é uma boa hora de fazer essa lei pegar???

O senhor vai permitir que esses vidros nigérrimos, que impedem a condução do veículo com segurança, continuem sendo usados???

O carro do senhor e os carros de seus familiares  têm esses vidros???

Agora, o calcanhar de Aquiles de tudo isso: a fiscalização. Minha sugestão é que a Prefeitura e Sub-prefeituras tenham um corpo de fiscais polivalentes com poderes para efetivamente multar tudo o que estiver errado, determinar as providências, dar prazos e voltar a multar, sempre em progressão aritmética ou até mesmo geométrica, caso as providências não tenham sido tomadas.

Prezados candidatos, acho que vale a pena reforçar o quanto mais puder esse calcanhar de Aquiles da Fiscalização. Ao mesmo tempo vai ser necessário aprimorar a legislação. Cá entre nós, diante do benefício de que todos usufruiremos, o esforço até que não é tão grande assim.

Quais as possibilidades de o senhor adotar esses fiscais polivalentes???

Agradecendo todas as providências que serão tomadas por quem for eleito, mesmo aquelas que exijam forças por demais hercúleas, aguardo resposta.

Atenciosamente

Paulo Mayr
Cidadão paulistano desde 1954 – ano do 4. Centenário de S. Paulo

 

Sapos e Lagostas

Quer dizer então que o Maluf apoia o candidato   Alexandre Padilha do PT ao Governo do Estado e que o candidato e o partido aceitaram o apoio???  É isso mesmo???

Frase  minha ilustra bem a coisa.  O que está entre parênteses é de domínio público.  Lá vai:

“Política é a a arte de engolir sapos”, com cara de que está saboreando lagosta.

Difícil contestar, não é mesmo???