Padaria

Xingamento e Prazer

Bonita, magra  e assídua frequentadora da padaria perto de casa, no final da tarde de hoje, conversava ao celular.

Sem abaixar minimamente a voz, disse:

– Ela que vá  tomar no c. dela.

Companheira de  estadia em Bournemouth, mil anos atrás, sempre que alguma mulher a contrariava,  falava rindo:

Eu mandar essa mulher tomar no …..?
Tá louco!!! Dar uma dica boa assim para uma idiota dessas!!!

Famosa cantora, que até outro dia fazia dupla com irmão,   objeto de desejo de dez entre dez brasileiros, há pouco tempo,  disse algo muito semelhante; em outras palavras, endossava a opinião da minha companheira de viagem.

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Sãopaulinos são Homicidas

Algum filósofo de botequim disse que jamais fizera amigos tomando leite.  Pois eu tenho conhecido muita gente legal nas padarias em que tomo café da manhã.  Café da manhã é exagero meu;  na verdade, café com leite e pão com manteiga. Uma dessas pessoas legais é o Max, advogado aposentado, homem de muito bom senso, com quem gosto de conversar para  observar e absorver  sua experiência de vida.   Hoje,  além de casos curiosos seus e  sempre bem vindos conselhos, em geral para eu esquentar menos a cabeça, uma ótima piadinha.

Lá vai:

Todo sãopaulino é homicida.  De dia, é homem; de noite é Cida.

Aqui Você é quem Ri, Mas Amanhã na Padaria…

O português não arrumava emprego de jeito nenhum. No desespero, como atitude extrema para ganhar dinheiro, resolveu sequestrar uma criança.

Depois de horas definindo o plano, ele encaminhou-se até um playground, num bairro de luxo, avistou um menino vestido com roupas caras, puxou-o para trás d’uma moita e foi logo escrevendo um bilhete:

“Querido pai, isto é um sequestro. Estou com seu filho.  Favor deixar o resgate de dez mil euros, amanhã, ao meio-dia, atrás da árvore do parquinho.
Assinado: Português sequestrador!”
Então ele dobrou o bilhete e colocou-o no bolso da jaqueta do menino, dizendo:
– Agora vá, corra! E entregue esse bilhete para o seu pai!

No dia seguinte, o português retornou ao local combinado e encontrou uma bolsa com os dez mil euros exigidos e um bilhete junto:

“Está aí o resgate que você me pediu. Só não me conformo como um português  pode fazer isso com outro!!!

++++++

Pois é, a gente ri deles, mas amanhã na padaria são eles   que riem de nós por pagarmos os preços absurdos que nos impingem e ainda aguentarmos suas atitudes e maneiras toscas/pouco civilizadas.  Se quiser ler mais sobre o assunto, clique aqui

Para nos vingar dos preços e “tosquices” deles, divirta-se com essa série de piadas/xaradas. Clique aqui

Dia Mundial do Pão – Conheça Nova Charmosa, a Melhor Padaria do Mundo!!!

Por acaso,  vi um minuto atrás que hoje é dia Mundial do Pão.  Nem sabia da existência da Data.

Então, eu e o Boca no Trombone, que adoramos botar a Boca na Botija,  passamos a descrever resumidamente  a melhor Padaria de São Paulo, quiçá do Mundo , – A Charmosa, na esquina da Rua Homem De Mello com Ministro Godói, Perdizes, zona Oeste de S. Paulo.

Os Donos, os irmãos  Antônio, Manoel de Oliveira  e Adauto, filho do Antônio,  estão sempre por perto.  Por perto e atentos.

Uma vez iniciei  levíssima discussão com o balconista folgado, que  já foi embora há algum tempo.  Estávamos falando baixo, mesmo assim o jovem Adauto ouviu e imediatamente aproximou-se para saber o que estava  acontecendo.

Diferente da outra padaria nas proximidades que eu também adorava até o dia em que  vi o funcionário de sapato em cima da bancada,  onde eram preparados os sanduíches, limpando a coifa sofre a chapa.   O funcionário desce da bancada,  passa delicadissimamente o mesmo pano no lugar em que estava pisando  e a coisa fica  por isso mesmo.  Perguntei se ele não iria passar desinfetante e ele disse que não.  Pois é, ao meu lado, o filho do dono viu toda a cena e não tomou qualquer providência.   Aliás, no mesmo dia, de manhã, havia presenciado algo pouco recomendável  Se quiser ler o texto, clique aqui Mandei esse texto para o gerente e ele me respondeu que não sabia como    explicar tal absurdo. Tinha imenso carinho pelo dono, por esse gerente, pelos funcionários,  entretanto  nunca mais coloquei meus pés na bancada, digo, na padaria.  Às vezes em que encontrei o dono pela rua, ele demonstrava muita  tristeza pelo meu desaparecimento.

Voltando à  Nova Charmosa.  Café de máquina delicioso; salgadinhos ótimos;  frios cortados com esmero;  doces, bolos e pães do Outro Mundo.  Sucos de frutas, principalmente de laranja,  espetaculares. Além do de laranja, não perca  o de laranja, com cenoura e beterraba.   Tampouco  deixe de experimentar o Pão Tatu, o  brioche, o croiassant, caseiro/português,  o pão francês comum e uma baguete pequena que é uma misrura de massa de pão italiano com pão francês.

Repetindo, coisas do outro mundo!!!

No andar superior, há almoço e jantar por quilo, que, apesar de  minha religião proibir, é sempre concorrido.  Nunca eperimentei. Sem contar pizzas deliciosas que também são servidas em fatias no balcão, a partir do meio da tarde.

Se der tempo de ainda passar lá hoje para comemorar a data, excelente.  Caso contrário,  copie o endereço e quando estiver nas Perdizes, Higienópolis,  não deixe de tomar um café e resista  a todo o resto se for capaz.

Aberta diariamente das 6 da matina às 22,30. Belo Estacionamento de dois andars com atenciosos manobristas.  Conheça o site

Curiosidade: o  pai dos donos é português rico.  Mas Antônio conta que chegou no Brasil com a mala e dinheiro suficiente para comprar uma bicicleta.  Parece até o milagre da multiplicação dos pães muiiiiito amplificado.  Parabéns à família Oliveira e aos privilegiados do bairro.  A propósito, além de tudo isso, há considerável chance de você encontrar o Formidável cantor Tom Zé, frquentador regular, que mora na região.  Não conhece Tom Zé??? Tá Perdendo.  Veja e Ouça, o Peformático Cantor Compositor

Esses Toscos Portugueses e Suas Fabulosas Máquinas de Fazer Dinheiro – 2 –

Portugueses donos de padaria, embora muito toscos, são campeões de ganhar dinheiro.  Já escrevi sobre o assunto.http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/08/17/esses-toscos-portugueses-e-suas-fabulosas-maquinas-de-fazer-dinheiro/

Pois bem, em menos de 12 horas no sábado, em fabulosa padaria,  tive dois exemplos formidáveis de quão toscos são esses comerciantes.  Alguns propriedtários de padarias acham que luvinhas plásticas para os funcionários atrás do balcão são a panacéia para todos os males e capazes de zelar pela higiene absoluta, como se o o plástico  tivessa algum poder  mágico de, tal qual um Midas da higiene, esterelizar tudo o que for tocado.  Assim, nessa fabulosa padaria, o funcionário  que estava servindo  todos os pães no sábado de manhã  simplesmente abandonou o pegador de pão.  Com a mesma luvinha que pegava os pães para os fregueses, manuseava  aquelas comandas que passam pela mão de todo mundo, caem no chão, ficam no caixa junto com o dinheiro; o freguês leva para o banheiro, etc, etc…

No comecinho da noite do sábado, poucas horas após, portanto, na mesma padaria, enquanto tomo café,  vejo um funcionário  em pé, com sapatos, sobre o balcão onde são preparados os sanduíches.  O rapaz, com sapatos em pé sobre o balcão, limpava com exemplar capricho o  exaustor.  Queria ver o final da cena e pedi outro cafezinho. O final da cena foi o que imaginei.  O zeloso funcionário, finalmente, deixa o exaustor brilhando, livre do mais ínfimo resquício de gordura.  Com o mesmo pano que fazia o serviço, dá uma levíssima passada onde, segundos atrás, pousava os sapatos.   Pergunto para esse funcionário se ele não ia passar um pano com desinfetante sobre o balcão.  Taxativo e “zeloso”,  ele  responde:

– Não pode porque a chapa tá ligada.

E  ficou por isso mesmo.

Algumas coisas:

  • o que os olhos não vêem, o coração não sente.
  • alguém pode dizer: como esse cara (eu) é ingênuo; ele sequer imagina o que fazem lá para dentro de todos os lugares onde ele come.

O ponto é exatamente esse: se o sujeito faz isso em pleno funcionamento da padaria, na frente dos fregueses, imagine o que não faz quando ninguém tá olhando!!!

Em tempo, os dois gerentes estavam nas proximidades dessa cena e não falaram nada.  Tampouco eu lhes falei  coisa alguma.

Deixei de considerar fabulosa essa padaria e também de frequentá-la.